Ela sabia bem qual o peso de se ver sozinha numa noite como essas, cheia de sonhos perdidos e imagens oblíquas de uma noite que infelizmente apresentava seu longo ao mesmo tempo em que curto fim. Era assim que acontecia quando seus sonhos não passavam de sonhos, e seus desejos não cumpriam suas necessidades físicas. Como amante do desejo e do prazer, era difícil de um quase impossível esquecê-lo de uma só vez comparando-se ao amor. Era possível sentir em seu bafo quente e ofegante o quanto desejava e ansiava pela noite dos seus sonhos, onde seu líquido jorrava do mais profundo sussurro do seu ser, realizado e não mais cansado de tanta espera. Suas partes íntimas foram flácidas diante o olhar guloso de quem as queria romper, seus seios palpitavam como se em vida fossem saltar do corpo para não mais voltar. Como um cigarro a espera de um bandido, como uma bebida a espera de um gole profundo. Seu sorriso sedento pedia aos poucos para ser possuído, tocado e mastigado por uma loucura sem fim. Sua saliva ao mesmo tempo em que corria em sua boca, banhava seus lábios como um cão faminto que não mais pode esperar. Ela, a perdida e desejada esperança da noite, se jogou em brancos de uma brancura quase indecente, mais não sabia, porém, como se portar numa realidade que parecia tão difícil de existir. Aos poucos e somente aos poucos, foi ficando fácil de se ver nesse espelho nublado, como uma máscara, ela se deixou tirar e refletir o que era, o que a poucos deixara de ser. Estava ali seu orgulho quebrado, estava ali sua cara a pau, estava ali seu sorriso ferido... E nada mais podia atrapalhar ou ainda menos voltar ao que antes era. O desejo foi saciado, o prazer foi corrompido pelo gozo do querer mais, os beijos foram deixados de lado, o que importava era apenas cair e dormir um sono profundo. Sabia ela, mesmo sem querer saber, que mais um sonho iria perturbar sua noite quase tranqüila, nada mais poderia abafar seus sonos e seus sonhos, escrava dos gemidos agora se tornava também da noite, posto que a cada fechar de olhos, era seu corpo nu e esfarrapado que batia na porta dos seus sonhos, era sua mão fria e desajeitada que tocava seu robusto corpo, eram seus dedos e nada mais que dedos que lhe apresentavam ao exagerado prazer!domingo, 6 de dezembro de 2009
Prazer e Dor
Ela sabia bem qual o peso de se ver sozinha numa noite como essas, cheia de sonhos perdidos e imagens oblíquas de uma noite que infelizmente apresentava seu longo ao mesmo tempo em que curto fim. Era assim que acontecia quando seus sonhos não passavam de sonhos, e seus desejos não cumpriam suas necessidades físicas. Como amante do desejo e do prazer, era difícil de um quase impossível esquecê-lo de uma só vez comparando-se ao amor. Era possível sentir em seu bafo quente e ofegante o quanto desejava e ansiava pela noite dos seus sonhos, onde seu líquido jorrava do mais profundo sussurro do seu ser, realizado e não mais cansado de tanta espera. Suas partes íntimas foram flácidas diante o olhar guloso de quem as queria romper, seus seios palpitavam como se em vida fossem saltar do corpo para não mais voltar. Como um cigarro a espera de um bandido, como uma bebida a espera de um gole profundo. Seu sorriso sedento pedia aos poucos para ser possuído, tocado e mastigado por uma loucura sem fim. Sua saliva ao mesmo tempo em que corria em sua boca, banhava seus lábios como um cão faminto que não mais pode esperar. Ela, a perdida e desejada esperança da noite, se jogou em brancos de uma brancura quase indecente, mais não sabia, porém, como se portar numa realidade que parecia tão difícil de existir. Aos poucos e somente aos poucos, foi ficando fácil de se ver nesse espelho nublado, como uma máscara, ela se deixou tirar e refletir o que era, o que a poucos deixara de ser. Estava ali seu orgulho quebrado, estava ali sua cara a pau, estava ali seu sorriso ferido... E nada mais podia atrapalhar ou ainda menos voltar ao que antes era. O desejo foi saciado, o prazer foi corrompido pelo gozo do querer mais, os beijos foram deixados de lado, o que importava era apenas cair e dormir um sono profundo. Sabia ela, mesmo sem querer saber, que mais um sonho iria perturbar sua noite quase tranqüila, nada mais poderia abafar seus sonos e seus sonhos, escrava dos gemidos agora se tornava também da noite, posto que a cada fechar de olhos, era seu corpo nu e esfarrapado que batia na porta dos seus sonhos, era sua mão fria e desajeitada que tocava seu robusto corpo, eram seus dedos e nada mais que dedos que lhe apresentavam ao exagerado prazer!
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