sexta-feira, 4 de dezembro de 2009


Faço da tinta a forma das minhas palavras, faço dos meus passos os caminhos da minha mente. Mas, e se fosse insano tudo que se pede, se fosse triste tudo que se vive? Risos se perdem nessa mente preocupada que tenta abrir no mundo os olhos que pedem por não observar, pois é hipócrita e mesquinho o que se nega a se perder nas ilusões e se esconder do maravilhoso mundo de novas descobertas. Não posso de forma alguma dizer que sempre foi assim, não posso nem me conhecer ao todo, pois meus olhos só enxergam até onde os deixo enxergar. Sei apenas que minha vida não é apenas vida e meus escritos não são meros escritos... Em um dia não muito presente ou no presente até mesmo distante, o mundo será capaz de flutuar com o vento que toca e dançar a dança do universo que diante a sociedade padrã é de certa forma proibida. Tenho minha filosofia e ainda que viva na agonia de inteiramente não poder vivê-la, posso como “meu amigo” Sócrates, derramar cicuta no interior desse ser que nunca quis com a vida ser amargo. Observo nos meus próprios olhos um novo amanhã, onde tudo será vivido de forma livre, onde os escolhidos e escravos dessa quase monarquia capitalista, irão se rebelar com o único propósito de correr, de voar, de cantar, de viver... Como nos rituais perdidos, fecho os olhos para tudo poder ver e ainda que os dias passem, não há ninguém nesse mundo material que irá tirar essa beleza interior, essa cultura que há muitos fora esquecida, essa vida que de muitos fora levada.

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