domingo, 20 de maio de 2012





Brisa massa essa que baila no céu buscando nunca cessar... Cresce pela raiz, agarra-se ao chão na esperança de que seja fêmea, carregada de vibração positiva da feminilidade que banha o ser dos que a adoram. Maria, Joana ou mesmo Maria Joana deve ser o seu nome. E quem dera pudesse a mesma sofrer uma transformação... É gerada de um feto, regada do amor entre a Mãe Terra e as lágrimas do padrasto Céu, abençoada pela luz da Deusa Lua e embalada por toda essa energia que emana do universo, o Grande! Sabe-se bem o seu futuro, futuro este que tantos esperam, que tantos aguardam na ânsia louca do enlouquecer. Na ânsia louca de fazer parte de toda essa intimidade que gira na irmandade do “fumaçar”. Cresce menina dotada de dons, cresce que o mundo te espera! Faz-se cura para os da “cegueira”, amiga para os que do mundo procuram fugir e companheira dos que querem nessa vida te acompanhar. Baila menina que a energia é tua, cambaleia por entre os caminhos escuros, abre as mentes dos afogados e faz da tua a sua paz, a minha paz. Aceita de bom grado todo o processo da vida, fazendo assim com que teus enamorados o aceite também! Corre menina que o mundo é pequeno, deixa que retirem da terra as tuas raízes, deixa que elas tombem de encontro ao solo macio do se encontrar. Paz... Vem gerar paz, manda vibrações positivas para que mais uma vez possa ser desejada. Sem “noias”, sem pressão, sem assombro e sem opressão! Talvez a diferença se encontre no verdadeiro encontro do sentir, do fechar os olhos e poder enxergar, do sentir sem precisar tocar, do ouvir sem que precisem falar... Faz sentir essa brisa de verão que todos esperam de uma maneira nova, como se fosse a primeira vez. Tem algo errado, mas talvez o mundo se encontre... Eu lembro bem, antes de ser feto eu era aspiração de vida, de sopro e do próprio soprar. Então sinto como se tudo estivesse errado, talvez as coisas precisem de aceitação. Eu sinto, sinto mesmo que tem algo errado e que o mundo deixou de sentir, deixou de viver para se agarrar a loucura do que é tentar sobreviver. Surge uma nuvem que parece ser fumaça no céu. Olha lá, e dizem os crentes que viver é pecado, mas olha lá em cima, o céu anda abafado de fumaças que de uma coisa é certa, elas não são do senhorzinho fazendo sua mente viajar com a coisa que cresce aqui, na terra, com a menina Joana que tem olhos azuis e pele morena, é todo o universo que curte bem o que é tragar, é esse universo que sopra, que gera e destrói. Quem foi o primeiro a perceber? É isso que me pergunto... Mas é perigoso, tudo é perigoso nesse mundo negro cheio de ilusões. Então, sinto mesmo que tem algo errado, o ilusório está nos olhos, encharca a mente, abafa a fala, nega o pensar. Mas olha só, eu posso sentir, e antes disso eu era feto. Consigo lembrar e sentir a sensação que surgiu da união, sapinho de rabo num lago avermelhado em disparada, na direção da esponja receptora. Eu posso sentir o desapontamento dos que ficaram pra trás... Eu lembro, eu posso lembrar, eu lembro bem e isso me faz sentir. 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Enquanto me preparo para mais uma maratona do dia a dia que se chama vida, deparo-me com pensamentos que em outrora quis afogar... Assim sendo, afogando-me eu própria nos tolos e certos pensamentos, decido por vez extrapolar um pouco disso, exteriorizando um pouco de mim, aquele pouco desconhecido por muitos e reprovado por aqueles que um pouco o conhece. Ah! Se minha mão fosse tão rápida como meus pensamentos... Enquanto isso no momento não acontece, então fica aqui apenas o que posso gravar, o pouco do muito, o muito do quase nada...


Essa sensação do vazio esboçada em um futuro incerto acaba por me fazer enxergar que, de que vale tanto pensar no futuro se não é certo que o terei? Sim, não é certo, pois posso traçar e seguir meus passos em direção ao desejo que agora em mim é real, no entanto, bem como areia que escorre entre os dedos, posso chamar meu futuro de futuro em areia. Já observei quantas vezes isso acontece ao meu redor, pessoas que esquecem um presente vivendo basicamente do alimento ansioso que é cevado para um futuro, este que por sua vez, nem sempre vem, e que quando vem traz em sua bagagem um passado reprimido, corrompido pela máscara do "valeu a pena". Não quero um futuro incerto, não quero e nem pretendo me deparar com um futuro e sentir a frustração de um passado sufocante. Não quero sentir o vento frio, tranquilo e passageiro de um futuro, que enquanto passado foi banhado em suor, em agonia do não poder viver, do sentir-se feto, do sentir-se casulo... Quero manter-me feto por meio dos meus desejos incensantes, viver cada segundo com  orgulho e intensidade, poder olhar no espelho e ver o semblante daquela que muda a cada segundo, a cada momento, a cada pensar. Ter e manter a certeza de que vou vivendo e não seguindo... É disso que falo, é isso que sinto, é isso que quero!

sábado, 5 de maio de 2012

Passos aparentemente perdidos... uma outra do lado de fora! É assim que tem sido... Que elas possam voltar, mais perdidas e desvairadas que antes.. Tropeçando em seus calcanhares nessa corrida desesperadora do sair. Que elas venham e que não mais sejam rejeitadas... Que elas gritem mesmo que seja impossível serem realmente entendidas. Confundidas entre tantos pensamentos nomeados "tortos", que elas venham e que não mais possam ir. Clamando por liberdade e quebrando as correntes dessa louca prisão... Que elas venham até quando de mim não mais puderem sair... Que apenas venham!