quinta-feira, 15 de abril de 2010


Na falta das palavras certas a escrever, não escrevo nada... E fica essa coisa que prende e pede pra sair, pra ser lido e entendido! O som que grita não e o mesmo que fica, é mais deseperado e improvisado pela vontade do libertar...

terça-feira, 30 de março de 2010


Silêncio...
Preciso ouvir meu pensamento, preciso ouvir o meu próprio pensar!
Rabisco palavras em uma folha antes branca, palavras que não dizem o que são, palavras entrelaçadas que não querem se deixar ouvir...
Um momento... O silêncio foi quebrado e a harmonia feita! Som leve, dançante, envolvente!
Lá vai ela, a imagem perfeita que se esconde em minha cabeça... Cai o vinho de encontro a taça, cor vermelha agora desbotada! Fumaça, suspiros, sussurros, bramidos! E lá vai ela... A imagem perfeita num toque de notas musicais acorrentadas! Explêndido, marcante, palpitante, sufocante...
Passos ritmados em uma dança sem fim, sorrisos cortantes, mãos constantes, movimentos esvoaçantes, sopro falante!
Baixinho... baixinho... Quase que sumindo! E lá vai ela... A imagem perfeita de encontro a loucura da vida. Regras quebradas, promessas desfeitas!
Minha doce loucura e a sua falsa sanidade...
É a vida mais uma vez!
Droga, é mais que uma simples droga, erva mesquinha queimada!
Ouço sons... Mais que sons!
São misturas de energias em um só lugar, são pensamentos em devaneios que se unem mas não são desfeitos! São sensações passadas, esquecidas e exageradas, adiadas, mas nunca marcadas!
Silêncio...
Estou tentando falar comigo, mas não dá, pois ouço sons!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sem título!


Tenho sentido saudade do passado ou das pessoas do meu passado, não sei! É uma dor no peito que me extrai lágrimas, que me tira o sono, que me explode o pensar. Me pergunto em alguns momentos, se sou na verdade meio que um museu, que guarda como quase relíquias o que antes foi alguma coisa e hoje não é mais nada. Observo rostos leves, pesados, tristes, cansados, eternos, gravados, passados, fracassados! Tapo os olhos, agora tudo é de um escuro, mal iluminado! Passos que vem e que vão o tempo todo, todo o tempo, passos que ficam, que travam, que não passam! Pernas trêmulas, mãos frias e molhadas, coração acelerado, mundo completamente decepado!